sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Divagações da Gatafield

Estava aqui pensando com meus botões. Tenho alguns..rs
Por que nos contos as mulheres sempre tem que ser lindas, um corpo espetacular, geralmente ricas, ou uma delas ricas, e muitas vezes assumidas?
Acredito que isso reflete o que a maioria gostaria de ser. Geralmente as leitoras "mergulham" na estória e muitas vezes se imaginam ser uma delas.
Eu escrevi quatro contos, e sempre com mulheres dito lindas, e em dois deles tinham mulheres ricas. Estou com o projeto de um quinto conto, mas estou pensando seriamente em mudar um pouco isso.
Quero mulheres que não sejam tão espetaculares, nem tão magrinhas (convenhamos que quem gosta de osso é cachorro..rsrs.. como diz o meu amado pai).
Quero mulheres comuns, assim como eu sou... uma pessoa comum.
Mulheres que batalham, enfrentam uma verdadeira guerra no dia-a-dia em seu trabalho, em sua casa, em sua vida.
Mulheres que estão acima do peso (acho que metade ou a maioria vive esse dilema, sejam alguns gramas (as paranóicas, claro) ou vários quilos).
Eu estou acima do meu peso...rsrs.
Ah, só para constar, eu gosto de mulher fofinha. Adoro a maciez.
Nesse meu quinto conto as minhas heroínas, ainda não vou revelar os nomes, mas já estão definidos, uma delas será fofinha. Ainda não decidi qual. Tinha pensado em uma delas ser rica, mas já to pensando seriamente em mudar isso.
Quero mulheres como a gente, que vivem a nossa realidade. E não mulheres saídas de uma capa de revista e com a conta bancária igualmente fabulosa.
O que acham?
Um beijo a todas
Gatafield

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Será mesmo que falta dinheiro?

Achei este texto publicado na revista Você S/A... e me caiu como uma luva. Quanta coisa eu já comprei e, ou usei pouquíssimas vezes, ou nunca foram usadas. Ai ai... me digas o que consomes que eu dir-te-ei quem és...rs.

Boa leitura!

Será mesmo que falta dinheiro?

Depois de anos orientando centenas de famílias sobre o bom uso do dinheiro, cheguei a uma conclusão: a renda mensal da maioria dos brasileiros é suficiente para manter seu padrão de vida. Mesmo assim, a grande parte das pessoas das classes B, C e D está endividada.

Curiosamente, o dinheiro que falta na conta não foi verdadeiramente consumido. Em geral, costuma estar parado em algum tipo de estoque do endividado. Se você está entre os que de vez em quando entram no vermelho, faça uma experiência. Estime quantos reais existem parados em produtos na dispensa de sua cozinha. Some esse valor aos reais que estão parados no tanque de combustível de seu carro. Vá até seu guarda-roupa: quantas peças de roupas você nunca usou? Quanto elas custaram? E o que dizer de livros não lidos, DVDs não assistidos, eletrodomésticos nunca utilizados?

"Se você quer gastar menos, compre para usar, não para ter."

Temos no Brasil o hábito de comprar para ter, e não para usar. Aprendemos a estocar nos tempos de infl ação, mas a atual inflação não justifica esse comportamento! Se tivéssemos o costume de comprar com mais freqüência e em quantidades menores, estaríamos fazendo um favor para nosso bolso, evitando entrar no vermelho, e para o comércio, diminuindo a sazonalidade das vendas.

Outro importante hábito a ser conquistado é dar mais qualidade a nosso consumo. Pensar duas, três, quatro vezes antes de adquirir aquele item dos sonhos. Que tal entrar em um leilão virtual e vender aquela batedeira que você só usou uma vez? Em minha estatística pessoal, os aparatos campeões de ócio costumam ser cafeteiras, enciclopédias, kits para churrasco e as maravilhosas peças de decoração que ganhamos no casamento e que não cabem na cristaleira da sala. Que tal se desfazer dos estoques e dar um fôlego no orçamento, ou então usar o recurso da venda para se presentear com uma viagem?

A regra básica para enriquecer é gastar menos do que se ganha e investir com qualidade a diferença. Perceba que a regra começa com o verbo gastar. Gaste, portanto, com mais qualidade, para gastar menos.

Por Gustavo Cerbasi

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Perguntaram ao Dalai Lama:

"O que mais te surpreende na Humanidade?"

E ele respondeu:

"Os homens... porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
... e morrem como se nunca tivesse vivido."

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

MUDE!

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde,
mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois,
mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos,
novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor,
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!

(Edson Marques)